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Excesso de chuvas e seca no Brasil continuarão até junho de 2016

Todas as previsões indicam o pico do fenômeno agora. Ainda teremos impactos em todo o primeiro semestre do ano que vem.

17 de Dezembro de 2015 Publicada as: 09h38

Para especialista em El Niño, quadro climático atual reflete auge do fenômeno

Os efeitos do fenômeno climático El Niño, que normalmente traz chuvas acima da média para o Sul do Brasil e diminui as precipitações ao Norte e Nordeste,  devem permanecer durante o primeiro semestre de 2016, alerta o climatologista Gilvan Sampaio de Oliveira, estudioso do fenômeno no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

“Todas as previsões indicam o pico do fenômeno agora. Ainda teremos impactos em todo o primeiro semestre do ano que vem”, disse o pesquisador durante uma apresentação na noite de segunda-feira (7/12) no Instituto Braudel, em São Paulo.

Neste ano, a intensidade do El Niño sobre o regime de chuvas é considerada forte, e o fenômeno tem sido comparado com o ocorrido em 1997, quando os efeitos do aquecimento das águas do Oceano Pacífico prejudicaram os rendimentos no campo. O excesso de chuvas durante a época de plantio causou perdas de 10% na produção de arroz no Sul do país, por exemplo, conforme dados oficiais. Para o climatologista, as notícias em torno do fenômeno tendem a ser exageradas. “Existe muita especulação de mercado em ano de El Niño”, disse o climatologista.

O fenômeno aumenta as temperaturas em todo o Brasil e interfere diretamente no regime de chuvas. No Sul e Sudeste, normalmente as chuvas ficam acima da média, enquanto norte as precipitações tendem a ficar escassas. É o que está acontecendo este ano. Em importantes polos produtivos de grãos no Paraná e Rio Grande do Sul, chuvas fortes estão comprometendo os trabalhos de plantio da safra de verão. Muitos agricultores estão replantando as lavouras de soja. Já em Mato Grosso, maior produtor nacional de grãos, sofre com a falta de umidade para o desenvolvimento das plantações. No Nordeste, também está faltando chuva para o início dos trabalhos de semeadura da temporada. “O volume de chuvas não tem impacto direto nas lavouras, mas a forma como a chuva cai, tem”, disse Gilvan.

Fonte: Globo Rural

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