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Exportações do agronegócio registram aumento de 36% em fevereiro

Com o salto de fevereiro, as exportações do setor somaram US$ 11,694 bilhões no primeiro bimestre.

10 de Março de 2016 Publicada as: 08h54

Puxadas por soja, milho e açúcar, as exportações do agronegócio brasileiro ganharam ritmo em fevereiro, bateram recorde para o mês (foram 19 dias úteis, por se tratar de um ano bissexto) e fecharam o primeiro bimestre com resultado positivo.
 
Conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic) compilados pelo Ministério da Agricultura, os embarques do setor somaram US$ 6,713 bilhões, 36,9% a mais que em fevereiro de 2015, ano em que as vendas ao exterior demoraram mais para deslanchar, sobretudo em razão de um atraso na colheita de soja. Prejudicadas pelo câmbio e por um mercado interno mais fraco, as importações caíram 20,8%, para US$ 953,5 milhões - e, assim, o superávit setorial cresceu 55,7%, para US$ 5,759 bilhões.
 
Três setores foram cruciais para o incremento verificado nas exportações no mês passado: soja e derivados (farelo e óleo), sucroalcooleiro (açúcar e etanol) e cereais, farinhas e preparações (grupo que inclui o milho). No caso da soja, a receita aumentou 42,6% em relação a fevereiro de 2015 e atingiu US$ 1,035 bilhão. No segmento sucroalcooleiro, no qual o destaque foi o açúcar, a alta foi de 123,8%, para US$ 952,1 milhões, e no de cereais chegou a 180,5%, para US$ 949,4 milhões.
 
Ainda que tenham liderado as exportações do setor, as carnes (bovina, de frango e suína) tiveram desempenho levemente negativo no mês. Em virtude da queda dos preços médios de venda, os embarques caíram 1,1%, para US$ 1,051 bilhão.
 
Como costuma acontecer, o avanço da soja "fortaleceu" a China entre os principais destinos das exportações do agronegócio brasileiro em fevereiro. A fatia do país asiático no total setorial aumentou de 10,5%, em fevereiro de 2015, para 14,9%.
 
Com o salto de fevereiro, as exportações do setor somaram US$ 11,694 bilhões no primeiro bimestre, 10,9% mais que em igual intervalo de 2015. As importações recuaram 23,7%, para US$ 1,867 bilhão, e o superávit cresceu 21,3%, a US$ 9,828 bilhões.
 
Fonte: Valor Econômico
 

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