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Sobe o preço do arroz e do feijão em outubro

Feijão com arroz então é aquela combinação simples e perfeita.

05 de Novembro de 2015 Publicada as: 08h58

No último mês, a alta de preço do arroz foi equivalente a quase metade dos aumentos de um ano inteiro. Em relação ao feijão, os aumentos variam conforme o tipo. O feijão mulatinho, que é aquele marrom, subiu 26% ao ano. Já o carioca rajado, que é aquele mais claro, subiu 35% nos últimos 12 meses.

Feijão quentinho, puro ou na feijoada, na hora do almoço. Difícil resistir. É o alimento preferido do brasileiro. Sete de cada dez pesquisados pelo IBGE revelaram que comem feijão pelo menos cinco vezes na semana.

Feijão com arroz então é aquela combinação simples e perfeita. O problema é que esse prato tipicamente brasileiro está ficando caro demais. “Todo mês que a gente vai ao supermercado é preço diferente”, comenta uma mulher.

Em outubro, alimentos e bebidas ficaram 0,62% mais caros, em média. Alguns itens, como o frango inteiro e a batata inglesa, subiram ainda mais. O preço do arroz teve alta de 2,15% e o do feijão, 1,35%.

O preço do feijão muda muito também em função do tipo escolhido. E bota variedade nisso. Só em uma banca de feira em Brasília, o Bom Dia Brasil encontrou mais de 15 tipos diferentes de feijão. Além do preto, tem o goiano, carnaval, roxinho, vermelho, jalo, vinagre e branco. Dá para agradar aos gostos mais diferentes.

O carioca rajado é o vilão dos feijões, que subiu 35% nos últimos 12 meses. É muito mais do que a inflação. Para o azar da aposentada Marlene Pinheiro, já que na casa dela o pessoal não abre mão de almoçar comendo feijão, “Feijão e o rajado, né. O que é pior. Porque o outro ainda é um pouquinho mais barato. Esse é mais caro”, diz a aposentada.

Ela disse que o saquinho de um quilo, antes custava R$ 3,90. Por um, pagou R$ 5,30. “A estratégia é procurar o lugar mais barato. Procurar promoção, procurar o mercado que vende mais barato”, aconselha.

Enquanto encontrar promoções, Marlene vai tentar manter o hábito da família. Principalmente agora que o neto, João Vitor, de dez anos, decidiu ceder aos apelos dos pais e da avó. Está comendo feijão feliz da vida.

“Eu via toda a minha família comendo feijão com arroz, até que um dia eu fui parar para pensar: ‘Vou experimentar’. Aí pedi para a minha avó colocar, experimentei e gostei”, conta João Vitor, estudante.

A alta do dólar, o aumento das exportações de arroz, e por isso a diminuição da oferta aqui para o Brasil, tudo isso contribuiu para esse aumento de preço. O Ministério da Agricultura diz que o brasileiro come em média 25 quilos de arroz por ano.

Fonte: Cenário Agricola

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